Quando um espírita é abordado por um cristão, dependendo da abordagem, o ambiente se torna inóspito, e a razão é, os fundamentos são diferentes, e ainda há os que utilizam a Bíblia, não para iluminar, mas para atacar, para condenar, ou, em um ímpeto de zelo, “por em pratos limpos”, contudo, mesmo que se ponha algo em “pratos limpos”, o resultado não é o esperado, muitas vezes o saldo é negativo, trazendo conseqüências como a antipatia ou até mesmo desprezo explícito. A conclusão a que chegamos é, mesmo que defendamos e sejamos eficazes em exibir uma verdade, se não houve luz que gere vida e revelação em nós, se não houver uma esfera onde haja espíritos amplos e corações abertos, tudo cairá no esquecimento. Podemos falar em assuntos cruciais sem, contudo, causar constrangimentos, este texto em suas mãos é resultado de um esforço no sentido de discorrer sobre um tema querido dos espíritas, “o espírito humano” só que em uma nova abordagem, isto é, não tão nova assim, este é um assunto que se perdeu no tempo, devido a degradação da igreja, a Bíblia foi proibida ao povo pela igreja católica por quase 1000 anos, desde o século VI até o século XV. A história chama esse período de Era das Trevas. A sociedade humana tornou-se obscura porque a Bíblia, contendo toda a luz divina, foi proibida à humanidade. Mas, desde a Reforma, tal conhecimento vem sendo restaurado, e, em especial pelos cristãos nos últimos séculos. Nos últimos tempos Deus utilizou vidas para clarear este assunto, levantou pessoas fora da esfera do cristianismo degradado, infundindo nelas aquilo que se havia perdido. Alguns notórios chineses deram uma riquíssima contribuição. Watchman Nee foi reconhecidamente alguém que nos trouxe à restauração este tema esquecido pela cristandade. Entre tantos outros livros lançados contendo as mensagens deste cristão, cito os livros da série “O Homem Espiritual” hoje lançados pela Editora dos Clássicos. Seus livros se revestem de profundidade, pertinência e amor à verdade do texto bíblico. Watchman Nee foi alguém que respirou e transpirou o que falava, sua vida humana inspirou a muitos, Nee foi preso pelo regime comunista que perseguia a igreja na China, e ficou encerrado na prisão por mais de vinte anos até o fim de sua vida. Witness Lee, contemporâneo e fiel companheiro de Watchman Nee, foi o que deu prosseguimento àquilo que Watchman Nee começou na China. Após a prisão de Watchman Nee, Lee foi enviado para fora da China, veio para o ocidente a fim de expandir tal conhecimento, ministrou várias palestras na Europa e Estados Unidos, país onde se estabeleceu. Lee fundou o “The Living ministry” Editora que publica os livros da restauração em várias línguas.
A Bíblia é a base e a realidade de tal conhecimento, a Bíblia certamente é um livro distinto de todos os demais, é um livro misterioso, um livro que nos traz um sentimento de autoridade misteriosa, ela é um livro que perdura. Muitos se opuseram a ela no passado, mas eu lhe pergunto, que lembrança há de seus nomes? Caíram no esquecimento. Porém, de geração a geração, percebemos a Bíblia como um livro que parece estar sempre a frente do nosso próprio tempo, “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.” Lucas 21:33. Jovens no mundo todo estão sendo atraídos, impactados, transformados pela leitura deste livro inigualável. Certamente a Bíblia é um grande patrimônio daqueles que a amam e percebem sua autoridade em vida.
A proposta deste texto presente não será chocar as pessoas com aquilo que chamamos de verdade, nem confronta-las com suas próprias verdades, não pretendo entrar em assuntos como a reencarnação e evolução espiritual, isto seria inútil perda de tempo, há um assunto central na Bíblia, Paulo a chamou de "a economia de Deus", é este o assunto que precisamos mais que tudo compreender, precisamos ser conduzidos a uma reflexão, entremesclando-a com textos bíblicos, de forma expositiva, tudo para produzir uma reflexão.
A Bíblia é a base e a realidade de tal conhecimento, a Bíblia certamente é um livro distinto de todos os demais, é um livro misterioso, um livro que nos traz um sentimento de autoridade misteriosa, ela é um livro que perdura. Muitos se opuseram a ela no passado, mas eu lhe pergunto, que lembrança há de seus nomes? Caíram no esquecimento. Porém, de geração a geração, percebemos a Bíblia como um livro que parece estar sempre a frente do nosso próprio tempo, “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.” Lucas 21:33. Jovens no mundo todo estão sendo atraídos, impactados, transformados pela leitura deste livro inigualável. Certamente a Bíblia é um grande patrimônio daqueles que a amam e percebem sua autoridade em vida.
A proposta deste texto presente não será chocar as pessoas com aquilo que chamamos de verdade, nem confronta-las com suas próprias verdades, não pretendo entrar em assuntos como a reencarnação e evolução espiritual, isto seria inútil perda de tempo, há um assunto central na Bíblia, Paulo a chamou de "a economia de Deus", é este o assunto que precisamos mais que tudo compreender, precisamos ser conduzidos a uma reflexão, entremesclando-a com textos bíblicos, de forma expositiva, tudo para produzir uma reflexão.
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"nem se preocupassem com fábulas ou genealogias intermináveis, pois que produzem antes discussões que edificação para com Deus, que se funda na fé..." I Timóteo 1:4
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Tudo precisa ser bem concebido, e toda reflexão sensata pode nos trazer luz. Somos muito afoitos em nosso falar, queremos logo despejar a nossa opinião, nossa maneira de interpretar, e quase exigimos que as pessoas engulam a força o que pensamos. Mas a verdade apesar de disponível a todos, não se encontra senão através de exaustivo trabalho, ela é como uma pedra preciosa que encontramos ao escavar um terreno, de tal forma somos instigados a pedir, a buscar e a bater:
"Pelo que eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á, pois todo o que pede, recebe; e quem busca acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" Lucas 11:9-13
Cristo não mente, Ele diz “todo” aquele que pede, recebe. No final Ele nos fala que o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem. Porque isto? Porque é do prazer que recebamos tal Espírito em nosso espírito? Simplesmente porque é tal Espírito, o responsável por nos infundir aquilo que é genuíno no universo, firme e constante. O Espírito que o Pai pode dar é para nos fazer "compreender as coisas que nos foi dadas gratuitamente por Deus". I Coríntios 2:12b. Não deseja Deus que todo homem seja salvo e chegue ao pleno conhecimento da verdade? I Timóteo 2:4. Então, resta-nos confiar, a verdade é como uma pequena semente semeada, se cair em um terreno que seja fofo, profundo e fértil, certamente germinará e dará frutos, pois é natural que uma semente germine em uma boa terra, é um processo natural e espontâneo da vida, você não precisa ficar ali vigiando se a semente vai germinar ou não. No entanto, o solo merece cuidado, e o solo que acolhe esta semente, a verdade, é o nosso coração, se o nosso coração for como uma terra boa, os próprios nutrientes desta terra farão com que esta semente, a verdade, possa germinar.
Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Provérbios 4:23
O coração dos que são sinceros hão de refletir, hão de colocar a prova de uma maneira compromissada, assim como os bereanos fizeram ao ouvir as palavras do apóstolo Paulo.
"Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim". Atos 17:11
A nobreza e a sensatez são traços do caráter humano, conheci muito espírita cujo caráter fora trabalhado, possuindo uma moral elevada, no entanto precisamos entender que caráter nada tem a ver com algo espiritual ou celestial, caráter é algo humano, desta terra. A primeira boa notícia é que Deus precisa de homens com o caráter humano trabalhado. O caráter trabalhado é algo valioso no ser humano, o caráter é um molde da consciência dentro de nós. Imaginemos o caráter como um balde para conter água, neste balde não pode haver buracos, pois se houver, ele não estará adequado para comportar a água, assim, toda a vez que despejarmos água neste balde, esta água irá se esvair. Os buracos são para o balde aquilo que as distorções de conduta interior são para o caráter, Deus precisa de nosso caráter, e justamente a água é umas das belas figuras da vida divina na Bíblia, se alguém não tiver o caráter trabalhado, será impossível conter esta água divina a fim de a dispensar e saciar a sede interior de outros. Mas você pode ter um caráter trabalhado, porém sem Deus como conteúdo, você ainda será como um vaso exposto na estante, sem utilidade, sem o conteúdo essencial.
Eu fui um espírita de coração, e sei que perseguia a verdade, e posso dizer que me sentia muito ofendido quando alguém me lançava em rosto que eu estava de alguma forma em alguma mentira, isto feria o meu orgulho, não pretendo fazer o mesmo com quem quer que seja, pois somos todos especiais, merecemos um tratamento especial. Consideremos, Deus tem um imenso cuidado, Ele é muito delicado no trato com sua criação, Ele jamais desceria ao nível de coagir alguém a nada, mesmo a si mesmo. Deus é muito elegante e atraente em sua forma de agir, Ele jamais seria inconveniente, e, por mais que nos ame, jamais nos tomaria debaixo de seu controle pela força. Conheci no passado um aposentado, ele havia sido um dos gerentes proeminentes de uma forte empresa na Bahia, ele vivia uma vida dissoluta com várias amantes, mas certo dia, no meio de uma boate ele ouviu uma voz nítida falando em seu interior: “Quanto mais você se meche, mais você se afunda.” Esta voz foi ao mesmo tempo um alerta, mas também cheia de um cuidado amoroso. Depois disto ele se pôs a buscar a Deus. Percebe o tom amoroso? Deus não o condenou, apenas o levou a refletir, e esta reflexão mudou todo o seu viver. Deus não suporta que soframos longe de sua presença, mas espera nossa boa vontade em busca-lo como os filhotinhos procuram por sua mãe. É verdade que Deus poderia sujeitar tudo a si mesmo, mas não o faria segundo o método da violência, pois isto não confere com sua pessoa, isto seria suborno. Quando o adversário de Deus se levanta para, diante de Deus, acusar alguns dos filhos de Deus como aconteceu na história de Jô, Deus somente diz ao adversário: Vê, você tenta subornar os que são meus, mas eles sempre voltam a mim. Deus é alguém cheio de atrativos sem fim. É uma honra para Deus que os seus o busquem em amor somente.
"Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo." Salmo 27:4
E Deus também é semelhante a um homem que deseja alimentar pombos para os alimentar, porém estes fogem quando o homem tenta se aproximar. Semelhantemente Deus desejou nos alimentar. Se Deus se manifestasse em sua grandeza e poder também certamente fugiríamos, assustados como pombos. Mas Deus proveu uma solução, imagine se este homem pudesse se tornar um pombo, e manifestar todo seu amor. Esta é uma parábola, pois, à semelhança desta história, o Verbo, (Logos) se fez carne em Jesus cumprindo o desejo de Deus em manifestar-se ao homem. Deus se aproximou do homem de uma maneira espantosa e maravilhosa, Deus se revestiu da nossa humanidade, foi achado na forma de homem.
"Pelo que eu vos digo: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á, pois todo o que pede, recebe; e quem busca acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" Lucas 11:9-13
Cristo não mente, Ele diz “todo” aquele que pede, recebe. No final Ele nos fala que o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem. Porque isto? Porque é do prazer que recebamos tal Espírito em nosso espírito? Simplesmente porque é tal Espírito, o responsável por nos infundir aquilo que é genuíno no universo, firme e constante. O Espírito que o Pai pode dar é para nos fazer "compreender as coisas que nos foi dadas gratuitamente por Deus". I Coríntios 2:12b. Não deseja Deus que todo homem seja salvo e chegue ao pleno conhecimento da verdade? I Timóteo 2:4. Então, resta-nos confiar, a verdade é como uma pequena semente semeada, se cair em um terreno que seja fofo, profundo e fértil, certamente germinará e dará frutos, pois é natural que uma semente germine em uma boa terra, é um processo natural e espontâneo da vida, você não precisa ficar ali vigiando se a semente vai germinar ou não. No entanto, o solo merece cuidado, e o solo que acolhe esta semente, a verdade, é o nosso coração, se o nosso coração for como uma terra boa, os próprios nutrientes desta terra farão com que esta semente, a verdade, possa germinar.
Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida. Provérbios 4:23
O coração dos que são sinceros hão de refletir, hão de colocar a prova de uma maneira compromissada, assim como os bereanos fizeram ao ouvir as palavras do apóstolo Paulo.
"Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim". Atos 17:11
A nobreza e a sensatez são traços do caráter humano, conheci muito espírita cujo caráter fora trabalhado, possuindo uma moral elevada, no entanto precisamos entender que caráter nada tem a ver com algo espiritual ou celestial, caráter é algo humano, desta terra. A primeira boa notícia é que Deus precisa de homens com o caráter humano trabalhado. O caráter trabalhado é algo valioso no ser humano, o caráter é um molde da consciência dentro de nós. Imaginemos o caráter como um balde para conter água, neste balde não pode haver buracos, pois se houver, ele não estará adequado para comportar a água, assim, toda a vez que despejarmos água neste balde, esta água irá se esvair. Os buracos são para o balde aquilo que as distorções de conduta interior são para o caráter, Deus precisa de nosso caráter, e justamente a água é umas das belas figuras da vida divina na Bíblia, se alguém não tiver o caráter trabalhado, será impossível conter esta água divina a fim de a dispensar e saciar a sede interior de outros. Mas você pode ter um caráter trabalhado, porém sem Deus como conteúdo, você ainda será como um vaso exposto na estante, sem utilidade, sem o conteúdo essencial.
Eu fui um espírita de coração, e sei que perseguia a verdade, e posso dizer que me sentia muito ofendido quando alguém me lançava em rosto que eu estava de alguma forma em alguma mentira, isto feria o meu orgulho, não pretendo fazer o mesmo com quem quer que seja, pois somos todos especiais, merecemos um tratamento especial. Consideremos, Deus tem um imenso cuidado, Ele é muito delicado no trato com sua criação, Ele jamais desceria ao nível de coagir alguém a nada, mesmo a si mesmo. Deus é muito elegante e atraente em sua forma de agir, Ele jamais seria inconveniente, e, por mais que nos ame, jamais nos tomaria debaixo de seu controle pela força. Conheci no passado um aposentado, ele havia sido um dos gerentes proeminentes de uma forte empresa na Bahia, ele vivia uma vida dissoluta com várias amantes, mas certo dia, no meio de uma boate ele ouviu uma voz nítida falando em seu interior: “Quanto mais você se meche, mais você se afunda.” Esta voz foi ao mesmo tempo um alerta, mas também cheia de um cuidado amoroso. Depois disto ele se pôs a buscar a Deus. Percebe o tom amoroso? Deus não o condenou, apenas o levou a refletir, e esta reflexão mudou todo o seu viver. Deus não suporta que soframos longe de sua presença, mas espera nossa boa vontade em busca-lo como os filhotinhos procuram por sua mãe. É verdade que Deus poderia sujeitar tudo a si mesmo, mas não o faria segundo o método da violência, pois isto não confere com sua pessoa, isto seria suborno. Quando o adversário de Deus se levanta para, diante de Deus, acusar alguns dos filhos de Deus como aconteceu na história de Jô, Deus somente diz ao adversário: Vê, você tenta subornar os que são meus, mas eles sempre voltam a mim. Deus é alguém cheio de atrativos sem fim. É uma honra para Deus que os seus o busquem em amor somente.
"Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo." Salmo 27:4
E Deus também é semelhante a um homem que deseja alimentar pombos para os alimentar, porém estes fogem quando o homem tenta se aproximar. Semelhantemente Deus desejou nos alimentar. Se Deus se manifestasse em sua grandeza e poder também certamente fugiríamos, assustados como pombos. Mas Deus proveu uma solução, imagine se este homem pudesse se tornar um pombo, e manifestar todo seu amor. Esta é uma parábola, pois, à semelhança desta história, o Verbo, (Logos) se fez carne em Jesus cumprindo o desejo de Deus em manifestar-se ao homem. Deus se aproximou do homem de uma maneira espantosa e maravilhosa, Deus se revestiu da nossa humanidade, foi achado na forma de homem.
"o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens, e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz". Filipenses 2:6-8
"Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer". João 1:18
A abordagem
Diferente de uma abordagem constrangedora, dou graças a Deus, porque alguns colegas de escola um dia me abordaram com o evangelho de Cristo, e não o fizeram como se tivessem Deus em suas barrigas, não me condenaram, pelo contrário, amaram a minha alma, e me falaram em amor sobre uma só necessidade básica, a de um novo nascimento. Eles me falaram sobre receber Cristo, eu, a princípio não entendi muito bem, mas eles foram persistentes nesta questão sem contudo atravessar a linha do limite que havia em mim. Eu me achava o tal, auto-suficiente, e pensava: eles não tem o “nível” do meu conhecimento, mas tinham algo que jamais esquecerei, tinham uma só fé, dava para perceber, era explícito, não era uma fé individual, e não era uma manobra de equipe para me fazer uma “lavagem cerebral”, como num jogo combinado, eles eram um no que diziam, o sentimento que eu tive é que estava tratando com uma só pessoa. A fé deles não era algo produzido por eles mesmos, só depois eu fui conhecer através da Bíblia que existe tal fé, não manipulada pela psique humana, mas cuja origem é o próprio Deus.
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus". Efésios 2:8.
"e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim". Gálatas 2:20.
Pobres no espírito
Esta fé me encorajou a fazer algo louco, inclusive louco para mim, eu que achava possuir todas as respostas, mas não possuía a consistência daquela fé. Naqueles dias eu aprendi o real significado de ser “pobre de espírito”, como citado nas bem-aventuranças de Jesus.
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus". Mateus 5:3
Só que eu me achava rico de espírito...
Hoje, todos somos convidados a esta pobreza de espírito. E o que é esta pobreza de espírito? Pobreza de espírito é o resultado de você ir a Deus e ser completamente desarticulado, desarmado, despojado de tudo que nos entulha, seja ciência, religião, opinião, e estar assim, nu e patente diante de Deus. Esta não é uma tarefa fácil, e quem disse que seria?
"Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me; pois, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á". Mateus 16:24,25.
"Com isso eles ficaram sobremaneira maravilhados, dizendo entre si: Quem pode, então, ser salvo? Jesus, fixando os olhos neles, respondeu: Para os homens é impossível, mas não para Deus; porque para Deus tudo é possível". Marcos 10:26,27
Ser pobres de espírito não significa somente ser humilde, mas ser desprendido no espírito, no profundo de seu ser, sem aferrar-se das muitas coisas da mente, despojando-se de todo peso para receber finalmente aquilo que, de genuíno Deus pode infundir em seu espírito. Deus criou-nos com um espírito a fim de infundir-se para dentro dele como a realidade, a consistência, o suprimento de nosso espírito.
"Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". João 4:24
"Pois Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós". Romanos 1:9
Despojar-se de si mesmo envolve coragem, Deus não se agrada dos tímidos, negar a si mesmo envolve jogar contra o próprio patrimônio, é estar disposto a deixar, sem pena, que todo o nosso castelo do saber próprio construído durante tantos anos venha desmoronar-se na areia. Tudo isto, no entanto, precisa ser feito diante de Deus que conhece os corações. Não existe pobreza de espírito diante de si mesmo, não é algo que consigamos para nós mesmos, para se convencer que tem, e muito menos para exibir a outros, só conseguimos ser pobres de espírito quando comparecemos diante de Deus. Aqueles que buscarem tal pobreza de espírito, diz a Bíblia, dos tais é o reino de Deus.
"Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas, e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou". Mateus 13:45,46
Mas porque então ser pobres de espírito? O espírito, tema principal dos espíritas, é o alvo de Deus, Deus criou o homem com um espírito. Sei que no espiritismo existe toda uma ciência acerca deste órgão receptor dentro do homem, mas qual é a sua função original? Para que o espírito do homem?
O livro de Gênesis é primeiro livro da Bíblia, significa origem, foi escrito por Moises. Gênesis é um livro maravilhoso, não é um livro que se presta a um exame científico, antes, é um livro onde cada elemento posto no Éden transmite-nos uma realidade intrínseca na vida do universo. Gênesis, como o primeiro livro, entre outras coisas, nos revela algo muito importante sobre a natureza do homem, Em Gênesis 2:7 encontramos o registro mostrando-nos que o homem é um ser tripartido, isto é que ele possui:
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um corpo, isto é, uma constituição terrena (Bios)
“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra”.
um espírito, uma constituição espiritual (pneuma)
“e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida;” e
uma alma, uma constituição psicológica, (alma, psiquê)
“e o homem tornou-se alma vivente.”
Não é maravilhoso que tal livro escrito a centenas de anos antes de Cristo nos apresente esta grande verdade sobre nossa natureza? Como deixar de considerar a autoridade de tal livro?
“Deus fez o homem como um ser tripartido. Em 1 Tessalonicenses 5:23 diz claramente que temos um espírito, uma alma e um corpo. Hebreus 4:12 diz que nosso espírito pode ser separado da nossa alma. Porque Deus nos criou assim? Simplesmente para que possamos ser uma pessoa maravilhosa. Somos maravilhosos porque somos tripartidos. Os seres humanos não são simples. Não se considerem tão simples. Relacionadas à alma, (psique) temos a mente, a emoção e a vontade. Relacionados ao corpo, temos muitos membros. A ciência médica levou anos para estudar o corpo humano e ainda não pode fazê-lo muito bem. Dentro de nosso espírito temos a consciência, a intuição e a comunhão. Deus nos criou dessa maneira tão maravilhosa porque Ele queria que fôssemos o Seu recipiente. Não fomos feitos para nenhum outro propósito. O nosso corpo existe para que possamos ser um vaso vivo que contenha Deus. Se quisermos ser tal vaso, não só precisaremos do espírito interior, mas também do corpo exterior a fim de capacitar-nos viver nesta terra, exercitando nosso espírito para contatar Deus, recebê-lo interiormente, contê-lo e até mesmo assimilá-Lo. Louvado seja o Senhor por termos sido feitos deste modo tripartido, maravilhoso!” (Estudo Vida de Gênesis pag.:156 (4)a – Witness Lee)
Destes três, o espírito, tema central dos espíritas, é o alvo primeiro do desejo de Deus. A Bíblia nos diz que Deus mesmo é Espírito, e que Deus soprou o fôlego de vida (pneuma) dentro do homem para justamente se fazer habitar dentro do homem.
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"Mas, o que se une ao Senhor é um só espírito com ele". I Coríntios 6:17.
Esta, portanto, é a real função do espírito, sua utilidade, Deus nos criou para nos habitar, ser um conosco.
"Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada". João 14:23.
O espírito humano é o órgão receptor de Deus, que recebe a Deus. Meu filho tem um costume, quando deseja que determinado assunto esteja concluído a seu favor ele diz: pai, agora é ponto de caneta, isto quer dizer, escrito com caneta ninguém mais apaga. Há alguns assuntos que complicamos demais, estudamos um absurdo, e perdemos o rumo, saímos da origem das coisas, no entanto precisamos ser clareados sobre este grande e importante assunto, o fato de nosso espírito existir para conter Deus, precisamos ser clareados acerca desta grande verdade prática a ponto de dizermos, é ponto de caneta.
Deus deseja infundir-se dentro de nosso espírito, isto é muito singular, simples e essencial. Podemos achar que sabemos alguma coisa, mas na verdade Deus não faz uso de nada que ostentamos saber, Deus deseja primeiramente nosso espírito humano para começar algo em nós, e nosso espírito é o lugar central onde Deus deseja estabelecer-se, Deus deseja vir morar em nós, em nosso espírito humano. Quem tiver esta experiência, em receber Deus, o Espírito, em seu espírito humano, certamente se sentirá saciado em seu mais interior, satisfeito finalmente, essencialmente. Considere, algo em nossa mente tem servido de empecilho para que não tenhamos tal experiência, de termos nosso espírito humano enchido e enriquecido por Deus.
Um perigo, a verdade da própria mente.
Um grande perigo no ser humano é que ele se amolda muito facilmente a um pensamento particular, e quando ele o faz em uma comunidade, torna-se difícil se por de lado, e julgar, colocando à prova suas próprias verdades. A mente humana é algo plástico, amoldável, que se adere mui facilmente a um conceito. Uma pessoa pobre de espírito é, no entanto, alguém livre no espírito, ela não segue a multidão dos seus pensamentos, não segue o certo e o errado, não segue seus próprios raciocínios falazes, ela segue Deus em seu espírito, e não busca a verdade com uma motivação curiosa, ou para sobressair a outros, ela vai mais além, ela vai a Deus em seu espírito buscar a justiça na verdade. Ela é uma questionadora, não uma questionadora qualquer, barata, ela questiona Deus em seu espírito, de maneira franca e amigável, ela tem intimidade com Deus, e Deus tem intimidade com ela, ela sente liberdade em questionar Deus e é livre em seu espírito para adorar a Deus. O pobre de espírito está em tal ambiente assim, onde é liberto das agruras da mente. Sem o Espírito de Deus nos tornamos confinados na mente, restringidos, sem sentido, porém com o Espírito em nosso espírito nos tornamos amplos em nosso espírito, só o amplíssimo e infinito Espírito pode tornar o espírito humano amplo como o mar.
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"Encontraram-me no dia da minha calamidade, porém o Senhor se fez o meu esteio. Conduziu-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim". II Samuel 22:19-20.
No versículo acima, Davi expressa esta realidade, que lugar espaçoso era este? Pois este lugar espaçoso é o Espírito do Senhor, onde nosso espírito encontra espaço e descanso. Hoje há muitos religiosos, pessoas dedicadas a razão, no entanto, são miseráveis em seus espíritos, são escravos de sua própria mente, de suas próprias deduções, suas interpretações, tais pessoas precisam de um encontro com Deus, o Espírito, e ser conduzidas a este lugar espaçoso. Há um alerta na Bíblia para os que vivem na verdade da sua mente:
"Portanto digo isto, e testifico no Senhor, para que não mais andeis como andam os gentios, na verdade da sua mente, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração". Efésios 4:17, 18.
Se você se conduz assim, vivendo na verdade da sua mente, saiba que você está perdendo o melhor, hoje seu espírito pode encontrar a verdade “fora da sua mente”, você encontrará um novo tipo de vida maravilhosa, a vida de Deus, e perceberá quão agradável é saber em que mãos firmes encontram-se a verdade.
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"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". João 14:6.
"Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu. Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade". II Coríntios 3:16-17.
Percebe que, a primeira coisa que devemos entender é: nós fomos feitos para a habitação de Deus? Que somente Deus pode nos completar em nosso interior, que somos carentes de sua glória? Voltando ao assunto da água como figura da vida divina, observe como Jesus nos dizendo que necessitamos desta vida divina em nosso espírito humano:
"mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna". João 4:14.
Como já dissemos anteriormente, no ser humano há três tipos de vida de valor significativo. A Bíblia menciona estes três tipos de vida, mas, outrora em mistério, havia um outro tipo de vida no universo, uma vida superior a tudo, cuja origem é o próprio Deus, chamada de vida divina, (zoe). Deus planejou nos conceder sua vida. Em Gênesis está registrada uma outra realidade no universo, a de que Deus disponibilizou esta vida para o homem. Deus fez brotar entre todas as árvores frutíferas duas arvores, a árvore da vida (zoe), e a árvore do conhecimento do bem e do mal. A arvore da vida era a disposição da própria vida de Deus como desfrute para o espírito do homem, mas, sabemos pela narrativa de Gênesis que o homem lançou mão de comer e se constituir-se do fruto de outra árvore, a do conhecimento do bem e do mal. Deus havia avisado ao primeiro homem que não comesse de tal árvore:
"mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás". Gênesis 2:17.
Antes de comer do fruto de tal árvore, o homem andava livre pelo jardim, que era uma figura de desfrute, vivia de forma espontânea, sem ter consciência do certo e errado, ele era puro em sua constituição, e seu corpo, alma e espírito viviam em um estado de inocência, mas após constituir-se do conhecimento do bem e do mal o homem tomou consciência do certo e errado, isto foi uma ruína para ele, desde então, o homem perdeu o contato com seu espírito, ficando encerrado em sua própria vida psicológica mesclada com o conhecimento do bem e do mal. Antes o homem vivia diante de Deus em um estado de total desfrute, mas agora ele se tornara independente de Deus.
Por causa desta degradação do gênero humano, o homem ficou restringido em sua própria mente, em seus próprios pensamentos. Seu espírito ficou na obscuridade, sem vida, e desde então o homem tem procurado viver só pela vida da sua alma.
Devido a degradação, Deus precisou possibilitar-nos o meio de acessar esta vida. Deus precisava promover um meio de vivificar o nosso espírito humano para enfim dar funcionalidade a este. Por causa da degradação o homem perdeu o Éden, isto é, o seu lugar de desfrute, o seu prazer com Deus. A árvore da vida, figura da vida divina estava no meio do jardim, e o homem, encarcerado em sua vida almática, havia perdido o acesso a tal vida, a vida de Deus, a vida zoe. Mas Deus teve um plano no universo, Deus chamou a um homem, de nome Abraão, e por meio deste chamou a um povo, e dentre este povo nos trouxe de volta a árvore da vida, na forma de um homem. Para cumprir seu desejo e propósito, um homem nasceu em Belém da Judéia, dentro daquele corpinho habitava a plena vida de Deus, a vida zoe. Quando, mais tarde, Jesus, já adulto, proferiu a seguinte grande verdade do universo:
"eu vim para que tenham vida (zoe) e a tenham em abundância". João 10:10b.
Este homem maravilhoso passou por um processo, Ele viveu intensamente para cumprir plenamente a vontade do Pai. Todo universo estava observando aquele homem, pois na história humana nunca havia acontecido algo parecido, toda criação estava na expectativa de como viveria e se comportaria aquele homem que tinha a vida zoe dentro dEle. Ele que era a própria vida “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida (zoe)” João 14:6a”. Também o Pai observava aquele homem, o Pai amou o viver deste homem, se agradou, se satisfez de seu viver, pois Jesus nada fazia por si mesmo, pelo contrário, era guiado pela vida dentro dEle, a mesma vida do Pai, a vida que agrada ao Pai.
Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo. E aquele que me enviou está comigo; não me tem deixado só; porque faço sempre o que é do seu agrado. Falando ele estas coisas, muitos creram nele. João 8:28-30.
Esta vida era uma com o Pai, e estava em Jesus, de forma que Jesus proferiu as seguintes palavras:
"Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Disse-lhe Felipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras. Crede-me que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras". João 14:7-10.” João 14:7-11.
Muitos acham que estas “obras” sejam meramente os milagres de Jesus, mas não é tão simples assim, na verdade estas obras são o operar da vida nEle, a vida envolve algo mais do que os milagres, envolve a vida do Pai, pois dentro de sua vida esta implícito seu desejo, sua vontade e seu propósito. Desta forma entendemos que as obras de Jesus eram as mesmas do Pai. Jesus veio realizar a obra do Pai, e esta obra era o que o homem Jesus iria realizar para o homem. Porque Jesus se surpreendeu com a pergunta de Felipe? Porque o Pai estava nEle realizando suas obras, era simples assim. O Pai e o Filho estavam trabalhando organicamente juntos, pela mesma vida. Jesus disse: Eu estou no Pai, e o Pai está em mim, quem me viu a mim, viu o Pai.
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"Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra". João 4:34.
Pois bem, que obra foi esta? A obra do Pai por meio de Jesus foi possibilitar-nos acesso a vida zoe, a vida divina. Deus veio para dentro do homem Jesus com sua vida zoe, para que o homem pudesse ir para dentro de Deus, recebendo sua vida zoe, a vida divina.
Certa vez, já perto de morrer, Jesus proferiu as seguintes palavras:
"Respondeu-lhes Jesus: É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto". João 12:23,24.
Ao dizer isto, Ele disse a forma como iria ser glorificado, isto é, à semelhança do grão de trigo morrendo na terra, Ele iria morrer. Consideremos, Deus queria nos possibilitar o acesso à vida divina, mas esta vida estava restringida em Jesus, confinada nEle mesmo, Ele era o grão de trigo de Deus para nós, mas como esta vida viria a nós? “Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto...” A forma desta vida não ficar só nEle, seria Ele ser sepultado na terra.
O triunfo na cruz
Jesus foi morto de uma maneira cruel, seu próprio povo o rejeitou. A Bíblia registra que Ele foi rejeitado, a cruz foi o lugar mais rejeitado do universo, e ali morreu só o Filho de Deus. Jesus foi entregue para morrer de acordo com uma morte segundo um padrão que fora ressuscitado naquela época pelos romanos, uma morte de cruz, e a morte de cruz era considerada uma morte vil entre os judeus, da pior espécie, de tal forma que todo aquele que fosse pendurado no madeiro era considerado maldito, era uma morte destinada aqueles que tivessem cometido um pecado gravíssimo, digno de morte.
No livro do profeta Isaias, no capítulo 53 encontra-se descrito um quadro impressionante deste momento.
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"Quem deu crédito à nossa pregação? e a quem se manifestou o braço do Senhor? Pois foi crescendo como renovo perante ele, e como raiz que sai duma terra seca; não tinha formosura nem beleza; e quando olhávamos para ele, nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos. Era desprezado, e rejeitado dos homens; homem de dores, e experimentado nos sofrimentos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou com as nossas dores; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca. Pela opressão e pelo juízo foi arrebatado; e quem dentre os da sua geração considerou que ele fora cortado da terra dos viventes, ferido por causa da transgressão do meu povo? E deram-lhe a sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte, embora nunca tivesse cometido injustiça, nem houvesse engano na sua boca. Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si. Pelo que lhe darei o seu quinhão com os grandes, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu".
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Ali numa cruz morreu só o Filho de Deus, mas sequer imaginávamos, que estávamos sendo também levados ali com Ele, pois Ele morreu uma morte substituta, Ele sofreu a morte por todo homem:
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Ali numa cruz morreu só o Filho de Deus, mas sequer imaginávamos, que estávamos sendo também levados ali com Ele, pois Ele morreu uma morte substituta, Ele sofreu a morte por todo homem:
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"Pois o amor de Cristo nos constrange, porque julgamos assim: se um morreu por todos, logo todos morreram, e ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou". II Coríntios 5:14,15
Uma morte substituta e inclusiva.
Uma morte substituta e inclusiva.
Portanto, no universo, a morte de Jesus, não foi uma morte comum, sua morte foi uma morte substituta e inclusiva. Deus preparou um homem para ser o cordeiro de Deus, e, assim como o cordeiro era um animal utilizado como sacrifício na velha aliança, um substituto, mas agora vemos, porém, um homem, chamado cordeiro, e não somente cordeiro, mas o cordeiro de Deus, da parte de Deus, preparado por Deus, por isto que a morte de Jesus não foi uma morte comum. Deus nos tratou em Jesus, e em Jesus resolveu com todos os aspectos negativos que eram contra nós, nossas mazelas, nossas enfermidades de alma, nossa rebelião interior, tudo isto foi tratado em um só homem, Jesus, bem como todo juízo, “pois o castigo que nos traz a paz estava sobre ele”, o justo pelos injustos para recebermos justificação.
Mas aquele cuja vida (zoe) estava nEle, e a vida era a luz dos homens. (João 1:4), aquele que disse de si mesmo: "Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá, e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?" João 11:25,26, aquele que foi sepultado na terra, não permaneceu na morte.
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"Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro, e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E perguntaram-lhe eles: Mulher, por que choras? Respondeu- lhes: Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas não sabia que era Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre. Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. João 20:11-17.
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Jesus ressuscitou, ascendeu-se, foi entronizado, e se deu a nós na forma do Espírito. “Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. II Coríntios 3:17”. A semente morreu para germinar e dar muito fruto. Agora a vida que estava restringida nEle veio para fora, o homem Jesus, como o último Adão se tornou o Espírito vivificante. I Coríntios 15:45b. Agora todos podem beber da água divina em seu espírito humano.
Para que serve o nosso espírito então?
O vivificar do espírito humano.
Jesus ressuscitou, ascendeu-se, foi entronizado, e se deu a nós na forma do Espírito. “Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. II Coríntios 3:17”. A semente morreu para germinar e dar muito fruto. Agora a vida que estava restringida nEle veio para fora, o homem Jesus, como o último Adão se tornou o Espírito vivificante. I Coríntios 15:45b. Agora todos podem beber da água divina em seu espírito humano.
Para que serve o nosso espírito então?
O vivificar do espírito humano.
Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante. I Coríntios 15:45
A Bíblia nos fala que Cristo veio em carne para ser o ultimo Adão, isto é, na plenitude dos tempos, Jesus, em si mesmo terminou na cruz com a velha criação, a do primeiro Adão, e após a ressurreição, inaugurou uma nova criação como espírito vivificante. Então, desde que Jesus como o ultimo Adão se tornou o espírito vivificante para justamente vivificar o nosso espírito humano, isto se tornou o algo mais importante do universo. Não pense em promover a si mesmo, em evoluir, e coisas parecidas, apenas se concentre no alvo do plano de Deus no universo, este plano está no fato de Jesus ter se tornado o espírito vivificante para justamente vivificar o nosso espírito humano. E porque Ele se tornou o espírito vivificante? Porque na realidade desde a queda, a humanidade ainda se encontra na velha criação, no primeiro Adão, e como tal, está morta para o seu próprio espírito, e conseqüentemente morta espiritualmente. Somente Ele, Jesus, que se tornou o espírito vivificante, por meio do seu operar vivificante pode vivificar o espírito humano. Ele se tornou o espírito vivificante para vivificar o nosso espírito humano. Ele, quando morreu, levou consigo a velha criação, a velha criação foi terminada na cruz, no ultimo Adão, Jesus, mas ao ressuscitar, Jesus se tornou no espírito vivificante. Se você compreender isto, e procurar isto, como a realidade que precisa, tudo se tornará apagado diante desta experiência, seja sabedoria e ciência humana, nada lhe será tão grande, essencial e maravilhosa experiência como o vivificar do espírito. O espírito está escondido em nós, no profundo de nosso ser, encoberto pela nossa parte exterior, tão encoberto que está escondido de nós mesmos, nós mesmos não sabemos como chegar ao nosso próprio espírito, mas Jesus é aquele, o único que pode vivificar o nosso espírito, Ele se tornou o espírito vivificante justamente para vivificar o nosso espírito humano, e, ao vivifica-lo, Jesus nos leva ao nosso próprio espírito, resgatando-nos a consciência do espírito.
"E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita". Romanos 8:9
"Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados". I Coríntios 15:22
"Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados". Efésios 2:1
"Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)". Efésios 2:4,5
Há muitos hoje que falam de vida espiritual, de evolução espiritual, há os gurus espirituais, mas suas experiências nada têm a ver com Cristo, eles despertam o lado latente da alma, onde experimentam êxtases, manifestações, viagens astrais, etc, no entanto, nada disto diz respeito ao espírito humano, estes ainda estão confinados em suas almas, somente o Senhor Jesus Cristo pode vivificar o nosso espírito humano, Ele se tornou o espírito vivificante para vivificar nosso espírito humano. O espírito do homem foi dado por Deus com um único fim, quando o homem se tornou cônscio de sua alma, interrompeu-se o caminho para seu espírito, mas hoje há alguém, um homem que se tornou o espírito vivificante, que vivifica o espírito do homem, hoje, por meio do que Ele se tornou para nós podemos voltar ao nosso espírito, e ali perceberemos a finalidade de nosso espírito humano, adorar o Pai. Se o Senhor Jesus não vivificar nosso espírito humano como adoraremos o Pai? Nossa adoração será algo feito em nossos próprios conceitos, em nós, mesmos, mas ao Jesus vivificar nosso espírito, ai sim, saberemos o verdadeiro significado do que significa adorar o Pai dos espíritos (Hebreus 12:9).
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"Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem". João 4:21-23.
A humanidade, representada pelos judeus e pelos samaritanos, estavam confinados a lugares para adoração, hoje ainda há muitos confinados nas formas litúrgicas, etc, mas ai surge aquele que vivificaria todos os espíritos, e diz, não é neste monte, e nem em Jerusalém, mas no espírito do homem, porque o Pai procura a tais que assim, em espírito, o adorem. O Pai dos espíritos hoje está procurando o espírito de todo homem. E o Pai dos espíritos nos concedeu um homem, Jesus, que se tornou o espírito vivificante da parte dEle, para vivificar o nosso espírito, a fim de retornarmos ao Pai dos espíritos.
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Em espírito e em verdade.
Deixe Jesus Cristo vivificar seu espírito, se o permitir, Ele o levará ao Pai dos espíritos, o manancial inesgotável de vida plena para nós, isto lhe será por grande gozo e alegria, isto é verdadeira adoração, a adoração que o Pai procura, o Pai ama aos que, por meio do operar do vivificar do Filho, a Ele se achegar. Esta adoração infundirá em você o que Deus é, você perceberá o amor de Deus e seus atributos não mais como um conhecimento distante na mente, você experimentará esta realidade em seu espírito humano e isto se esparramará, e espalhara em todo o seu ser plenamente, você será suprido e lavado com esta realidade maravilhosa.
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"Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". João 14:6
O Pai nos deu Jesus como o espírito vivificante para vivificar nosso espírito humano afim de adora-lo. Não há como adorar o Pai sem a precisa ajuda do espírito vivificador, Jesus. Somente coube a Jesus a tarefa de revelar-nos o Pai.
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"Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar". Mateus 11:27.
Quem conhece plenamente o Pai? Quem conhece plenamente o Filho? Ambos se conhecem plenamente. Se o Filho não nos revelar, em vão é todo o nosso esforço, mas o Pai nos deu seu Filho justamente para isto, para nos revelar a si mesmo, e, para tanto, também Jesus se tornou o espírito vivificante, a fim de vivificar nosso espírito. O Filho deseja nos revelar o Pai.
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"Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora". João 6:37.
A carne, o véu.
A carne, o véu.
A carne na Bíblia não denota apenas um sentido, o do corpo, carne denota também um estado. Após a degradação do homem, este caiu para o estado da carne, isto é, se tornou carnal, ficando restringido a um estado no qual só percebia sua vida terrena e psicológica. O homem ficou encerrado em si mesmo, perdendo o contato com seu espírito. Neste estado a sua visão ficou degradada e restringida, percebendo somente as coisas que estão a sua volta. Jesus como o espírito vivificante veio para nos levar do estado da carne para o estado do espírito, onde o véu da carne nos é retirado, e passamos a contemplar aquilo que é do Senhor. O véu na Bíblia é uma figura do estado da carne.
"Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu. Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor". II Coríntios 3:16-18